Em meio à crise é preciso ficar atento à equação receita x despesas para não cair em armadilhas e não fica endividado.
O endividamento das família brasileiras é uma das notícias econômicas que mais tem chamado a atenção nos últimos meses. Entre os motivos estão o aumento do custo de vida das famílias, altas taxas de juros, uso do crédito rotativo e as apostas online (que até foram suspensas). Um levantamento da Serasa aponta que 84,2 milhões de pessoas estão inadimplentes, um recorde desafiador, que atinge mais da metade da população adulta brasileira.
Por conta disso, preparamos aqui no Blog da J17 uma série de dicas simples, mas que podem te ajudar. Confira:
Como organizar as contas da casa

O salário cai na conta, os boletos são pagos e, quando o mês termina, fica a pergunta: para onde foi o dinheiro? Elaborar um orçamento familiar ajuda a responder essa questão. Ele reúne receitas e despesas e permite enxergar o que precisa ser ajustado.
O controle pode ser feito em um caderno, uma planilha ou um aplicativo. O importante é manter os registros atualizados e incluir os pequenos gastos, que também pesam no resultado do mês.
1. Anote a renda disponível: considere os valores líquidos e diferencie os recebimentos regulares dos eventuais.
2. Registre as despesas: inclua moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer e compras parceladas.
3. Antecipe os gastos anuais: impostos, matrículas e seguros precisam entrar no planejamento.
4. Combine prioridades: converse sobre o que é essencial, o que pode ser reduzido e quais objetivos a família quer alcançar.
5. Revise as contas: reserve um momento da semana para conferir pagamentos e corrigir o rumo.
Se as despesas ultrapassarem a renda, será necessário avaliar cortes, renegociações e possibilidades de ampliar os ganhos.
Com sair das dívidas

No meio da “tempestade” financeira as pessoas não têm nem tempo e nem saúde mental para enfrentar os desafios financeiros, mas é preciso coragem, orientam os especialistas. Reserve um dia, com calma, para mapear os débitos, listar as despesas essenciais e buscar caminhos para sair das dívidas. Em tempos de juros altos, é uma ação necessária e inteligente, que pode amenizar o problema. Observe essas orientações
1. Liste os débitos: registre credor, saldo atualizado, juros, parcelas e tempo de atraso. Procure fazer um acordo de renegociação.
2. Calcule sua capacidade de pagamento: desconte da renda as despesas essenciais antes de assumir compromissos. Peça orientação para quem tenha experiência em finanças pessoais.
3. Avalie as prioridades: considere o custo dos juros e as consequências do atraso, como o risco de perder um bem essencial.
4. Compare as propostas: observe o valor total, o prazo e, quando houver nova operação de crédito, o Custo Efetivo Total (CET).
5. Formalize o acordo: utilize canais oficiais da empresa ou banco e guarde o contrato e os comprovantes.
Atenção: não contraia novas dívidas, não atrase as prestações e na hora de fazer as contas, cuide para que o valor da nova prestação, gerada pelo acordo, fique dentro do orçamento até a última parcela. Atrasos geram novos juros e transtornos.
Cartão de crédito: benefício ou armadilha

O cartão de crédito facilita compras e concentra pagamentos em uma data. Entretanto, o limite disponível não representa dinheiro extra: cada compra assume uma parte da renda que será usada para pagar a fatura. O cartão não é dinheiro no bolso a ser gasto, mas uma dívida a mais a ser paga no final do mês. O cuidado deve começar antes da compra e é preciso controle. Confira nossas dicas para usar bem esse recurso.
1. Defina um teto de gastos: estabeleça um valor compatível com o orçamento, mesmo que o banco ofereça um limite maior.
2. Acompanhe a fatura durante o mês: conferir as compras ajuda a identificar excessos e possíveis cobranças desconhecidas.
3. Some as parcelas futuras: compras feitas em meses diferentes podem se acumular.
4. Planeje o pagamento integral: pagar apenas parte da fatura gera financiamento do saldo, sujeito às condições e aos encargos aplicáveis.
5. Compare antes de parcelar: observe o preço à vista, a soma das prestações e eventuais juros.
Não comprar pelo impulso de ter o cartão na mão é um dica importante. A pergunta chave a ser repetida é: EU PRECISO MESMO DISSO? Depois de três respostas você ainda deve perguntar: EU TENHO DINHEIRO PARA PAGAR ESTA CONTA?

